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7 de outubro de 2013
 

O seminário “O Novo Olhar para o Recôncavo” debate investimentos e inserção social

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A Câmara Municipal de Cruz das Almas foi palco na última sexta (04) para um debate provocativo e substanciado, com o seminário: “O novo olhar para o Recôncavo”. Com o objetivo central de avaliar as ações e políticas de estado voltadas para o recôncavo baiano, o evento reuniu cerca de 200 pessoas, dentre elas, os secretários de Estado Elias Sampaio (Promoção da Igualdade Racial) e José Sergio Gabrielli (Planejamento), do deputado Federal Luiz Alberto, o prefeito municipal, Raimundo Jean e do vereador Zé Raimundo que organizou o evento.

Com representantes de 12 municípios do território,  a secretaria de planejamento apresentou os projetos do governo do estado para a localidade, com o objetivo de alavancar a economia regional. Gabrielli realizou uma contextualização histórica da região e destacou obras como a Ponte Salvador-Itaparica e a construção do Polo Naval. O deputado federal Luiz Alberto, nascido na região, no município de Maragojipe, disse que o recôncavo vive um momento significativo com a chegada de tantos empreendimentos. “A instalação da UFRB apresentou outra realidade para a população que nunca teve possibilidade de imaginar o acesso à universidade. Os investimentos feitos pelo  Governo da Bahia, como o Estaleiro Enseada do Paraguaçu e a construção da ponte, entre outras obras de infraestrutura, antecipa o que será o grande desenvolvimento econômico e social que virá com a instalação do polo da indústria naval”, afirmou o parlamentar.

O secretário Elias Sampaio, destacou que um novo olhar sobre o Recôncavo não pode esquecer das tradições locais, já que existem 416 terreiros de candomblé mapeados e diversas comunidades quilombolas, além de pescadores e marisqueiras nos municípios. Para Sampaio, o novo olhar precisa ter como ótica, às comunidades tradicionais, tendo suas demandas no eixo da discussão. “Todos esses investimentos devem ter como base de desenvolvimento as comunidades tradicionais, elas nunca devem ser observadas como um empecilho para a economia e sim como um fator importante que vai agregar, dando um salto qualitativo ao processo. Temos que fortalecer o debate na UFRB, e direcionar os benefícios gerados pelo investimento para a população local, não apenas como a construção da infraestrutura, porém, no processo de qualificação de mão de obra para o empoderamento das vagas de trabalho que os empreendimentos vão gerar de forma permanente”, avaliou o secretário.

Para Rosana Vieira, representante do território de identidade do recôncavo, todos os investimentos e debates devem ser realizados na mesma plataforma do seminário, abrangendo o maior número de municípios. “Devemos pensar o recôncavo como um todo, nós pertencermos um ao outro, porque juntos podemos agregar. Os investimentos citados são ótimos para nossa região, porém, o Estado não pode deixar de esquecer a agricultura familiar, que é o subsidio de grande parte de nossa população”.

A Yalorixá Jurema, do terreiro Ilê Axé Yewa Meji, após cantar para Oxalá, disse que o seminário demonstrou a força da população negra. “Após a instalação da Sepromi e outros órgãos de proteção e fortalecimento à cultura negra, muita coisa mudou, hoje podemos ter a liberdade de expressar a nossa visão sobre o que queremos para nossa região”, afirmou. O evento também contou com a participação de dança do grupo da terceira idade do Bom Viver e do contagiante ritmo do grupo Samba de Enxada, que pôs a plateia para sambar com a cadência do tradicional samba de roda.

 





 
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